Circuito Urbano 2020

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) realiza, todos os anos, o Outubro Urbano. O mês se inicia com o Dia Mundial do Habitat e se encerra com o Dia Mundial das Cidades (31 de outubro). O Outubro Urbano conta sempre com dois temas selecionados para estimular o debate entre diversos setores sobre como tornar a vida nas cidades melhor para todas e todos.

Em 2020, o Dia Mundial do Habitat abordará o tema da “Habitação para todas e todos: um futuro urbano melhor” e o Dia Mundial das Cidades focará no tema “Valorizando nossas comunidades e cidades”. Esta 3ª edição do Circuito Urbano será realizada de forma totalmente virtual em parceria com os escritórios do ONU-Habitat em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e se centrará no tema “Cidades Pós-COVID-19: Diálogos entre o Brasil e a África lusófona” e os eventos abordarão como subtemas as questões trazidas pelo Dia Mundial do Habitat e o Dia Mundial das Cidades.


Webinar

O Instituto 17 (i17), foi selecionado para participar pela terceira vez do Circuito Urbano, neste ano com a realização de um webinar com o tema “O Novo Normal: Comunidades LGBTQIA+ e Inclusão”.

Nosso evento estabelecerá um diálogo entre as organizações Íris Angola (Angola), LambdaMoz (Moçambique), Associação Bárbaros Cultural Desportiva (Brasil) e o antropólogo e pesquisador, especialista em estudos de gênero, Wagner Xavier de Camargo.

Cada participante apresentará uma reflexão sobre as realidades da comunidade LGBTQIA+ de seu respectivo país e/ou sua área de atuação, apontando os desafios e as ações realizadas para seu enfrentamento.

Após as apresentações individuais, nossa mediadora, a professora Andresa de Souza Ugaya, facilitará um debate entre os participantes, efetivando a troca de experiências e direcionando questionamentos do público em geral.

O evento será transmitido online, ao vivo, através dos canais do YouTube da ONU-Habitat, Instituto 17 e Instituto Hori, no dia 31 de Outubro de 2020, das 15 às 17h (horário do Brasil).

Mais informações, clique aqui.

Participantes:

◼︎ Alberto Menezes Hossoe

Presidente da Associação Bárbaros Cultural Desportiva. Brasil

Formado em Ciências com Habilitação em Matemática, professor e Coordenador Pedagógico. Atualmente também preside o Bárbaros, organização inclusiva que iniciou sua história com a inserção de pessoas da comunidade LGBTQIA+ no mundo do esporte através do futebol.

◼︎ Wagner Xavier de Camargo

Antropólogo. Brasil

Antropólogo vinculado à Assoc. Brasileira de Antropologia e Pesquisador vinculado ao Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). Pós-doutor em Antropologia Social pela UFSCar, Doutor em Ciências Humanas pela UFSC, dedica-se a investigar corpo, gênero e sexualidade na Educação Física e nos Esportes, atuando com arsenal teórico da Antropologia, da Sociologia e dos Estudos de Gênero.

◼︎ Carlos Fernandes

Cofundador e Diretor Geral da Associação Íris Angola. Angola

Ativista angolano envolvido com a comunidade LGBTQIA+ de Angola e colaborador do primeiro grupo de festas GLS do país. Carlos é cofundador e, atualmente, atua como Diretor Geral da primeira ONG angolana atuando diretamente com esta comunidade nas áreas de educação, justiça social, saúde e família, incluindo trabalhos de educativos e de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

◼︎ Fau Mangore

Diretor Executivo Adjunto – LAMBDA – Moçambique

Bacharel em economia e ativista pelos direitos LGBT. Atual diretor executivo adjunto da LAMBDA, atua também como Gestor de Programas. É membro da Coligação Africana de Mulheres Lésbicas, representa os interesses da juventude LGBT no grupo Young LGBT Leaders da Commonwealth e é membro representante do grupo de mulheres LBQ na inglesa Stonewall.

Mediação:

◼︎ Andresa de Souza Ugaya

Professora do Departamento de Educação Física da Faculdade de Ciências da Unesp Bauru. Brasil

Graduação, Mestrado e Doutorado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas. Coordena o grupo de trabalho do Núcleo Negro da UNESP para Pesquisa e Extensão e o Laboratório de Corporeidade, Cultura e Arte. Desenvolveu o projeto Núcleo de Ensino “Quilombagem na escola: cultura negra na Educação Física e na Arte”. Presidiu a Comissão de Averiguação das auto declarações das cotas raciais.

O i17 participa do projeto sobre transição energética no Brasil

No dia 15 de maio de 2020, foi realizado um webinar interno do Programa de Energia para o Brasil do Fundo de Prosperidade do governo Britânico. A conferência foi organizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e contou com a participação de mais de 80 representantes do MME, incluindo representantes da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Operador Nacional do Sistema (ONS) e da Embaixada Britânica.

O objetivo do webinar foi discutir e confirmar as atividades do Brazil Energy Programme (BEP) junto aos representantes do governo brasileiro foi atingido. Por meio de sessões interativas, os participantes debateram as potencialidades e oportunidades para o Brasil, no processo de transição energética, para um crescimento e desenvolvimento econômico inclusivo. Os temas das sessões temáticas incluíram gás natural, recuperação energética de resíduos (waste-to-energy), biodiesel, solar, armazenamento de energia, smart grids, eficiência energética e eólica offshore.

O BEP tem como missão apoiar o papel do Brasil como um líder global no processo de transição energética. A parceria com o governo brasileiro permite a conciliação da experiência e conhecimento do Brasil em energias renováveis com a experiência britânica em política energética, regulação, tecnologia e investimentos para construir sistemas de energia que possam acelerar o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O Programa será implementado entre junho de 2020 e março de 2023, pelo consórcio liderado pela Adam Smith International (ASI) em parceria com Carbon Limiting Technologies, Hubz e Instituto 17.

O Fundo Prosperidade é um fundo de cooperação do Governo Britânico criado em 2015. Visa desenvolver parcerias que possam apoiar o crescimento econômico inclusivo, a prosperidade mútua e o progresso em direção aos ODS da Organização das Nações Unidas. O Fundo abre oportunidades para o comércio e investimento nos países destinatários por meio da transferência de tecnologias e práticas que possam destravar o potencial de mercados emergentes. Até 2023, deverá aplicar mais de 1,2 bilhão de libras esterlinas ao redor do mundo.  No Brasil, investirá mais de 100 milhões de libras em projetos nas áreas de energia, finanças verdes, cidades inteligentes, facilitação do comércio, educação e saúde.

Nova metodologia usada pelo i17 – Mapeamento Participativo proporciona suporte para a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Mapeamento participativo nada mais é do que a criação de mapas com as pessoas. Assim, são mapas que trazem o conhecimento local em conjunto com dados de solo, rios, zoneamento, entre outras fontes oficiais de informação. O conhecimento que as pessoas têm sobre o local onde moram pode fazer a diferença na execução de um planejamento urbano mais justo, inclusivo e que atenda realmente às demandas da população. Pode-se dizer que o mapeamento participativo torna visível o conhecimento local, que muitas vezes passa despercebido, e a sua não legitimização leva a futuras demandas não atendidas, que se tornam problemas cada vez maiores com o passar do tempo. Isso é observado com frequência nos principais gargalos urbanos, como a mobilidade. Assim, faz sentido usar o método de mapeamento para co-criação de estratégias para cumprir as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ODS foram criados para que o desenvolvimento sustentável possa ser alcançado, especialmente nas cidades, visto que atualmente, a gestão de áreas urbanas tornou-se um dos desafios mais importantes do século.

O mapeamento participativo se relaciona e pode contribuir com todos os ODS, mas se relaciona diretamente com os ODS: 3, 6, 10, 11, 13, e 17, pois é um método que pode ser utilizado para coleta e organização de dados para qualquer setor e qualquer tipo de pesquisa, seja social, econômica, de gênero, entre outras. Especificamente, com relação ao ODS 3, “Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”, o mapeamento promove suporte à análise e acompanhamento de indicadores de saúde e saúde urbana, especialmente em casos de epidemias, como a dengue no Brasil. Da mesma forma, dá suporte para o ODS 6, “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”, através de indicadores de acesso à água e saneamento específicos. O mapeamento permite o mapeamento e a espacialização de indicadores, sendo possível delimitar áreas problemáticas, e com base nisso, traçar estratégias para melhorias e soluções.

Todo esse processo de mapeamento, diálogo, discussões, construção do diagnóstico e a co-criação de soluções permite que o cidadão participante se empodere e assuma um maior protagonismo social no planejamento de sua cidade. O mapeamento de indicadores socioambientais e este processo, que leva ao empoderamento do cidadão, colabora para a redução das desigualdades sociais, representado pelo ODS 10 “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”. É possível uma maior integração do conhecimento dos cidadãos e de suas demandas com o planejamento ambiental e urbano. Assim, uma realidade urbana mais sustentável se torna cada vez mais próxima, que é a meta do ODS 11 “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”. Também através do mapeamento e suas análises/resultados, como por exemplo os mapas de vulnerabilidade e risco, é possível o desenvolvimento de propostas de ações e estratégias que mitiguem os impactos das mudanças climáticas, o ODS 13 “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”. Por fim, a possibilidade de diálogo entre atores sociais permitida pelo método dá suporte para que parcerias sejam implementadas, em prol dos objetivos ODS 17 “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”.

Quer saber mais sobre mapeamento participativo e cidades sustentáveis e como este método pode ajudar a atingir os ODS’s? Acesse o blog clicando aqui para ver estudos de caso e informações sobre o tema.

Cidades, Periferias e Conexões Circulares

O i17 em parceria com o Instituto Hori e o Instituto Casa da Cidade, promovem durante o mês de outubro o programa “Cidades, Periferias e Conexões Circulares” que conta com quatro atividades nas cidades de São Paulo e Salvador, integrantes do Circuito Urbano 2019 da ONU-Habitat.

Salvador sediará três das quatros atividades. A primeira irá acontecer em 07 de outubro na comunidade do Bairro da Boca do Rio e os moradores da região participarão de uma roda de conversas após as palestras de Sérgio Carvalho sobre periferias e violência, Sérgio Laurentino sobre cultura, acessibilidade e conexões, e Rovilson José da Silva sobre as conexões com o território, políticas de incentivo à leitura, acesso à bibliotecas e educação. Para saber mais sobre o evento clique aqui.

No dia 08 de outubro, no Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Parque, ocorrerá as apresentações de Sérgio Carvalho sobre periferias e violência, Sérgio Laurentino sobre cultura, acessibilidade e conexões, e Rovilson José da Silva sobre as conexões com o território, políticas de incentivo à leitura, acesso à bibliotecas e educação. Para saber mais sobre o evento clique aqui.

No dia 24 de outubro, dentro das atividades da Semana de Mobilização Científica (SEMOC) promovida anualmente pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), ocorrerá a mesa redonda sobre “Conexões Circulares” coordenada por Ana Maria Seixas Pamponet Pavia, Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Processo Constitucional e Direitos Fundamentais, tendo como linhas de pesquisa Cidadania e Efetividade dos Direitos e Jurisdição Constitucional e Efetividade dos Direitos Fundamentais. Participarão da mesa redonda o escritor Sérgio Carvalho, o dramaturgo Sérgio Laurentino e Léa Gejer, especialista em Economia Circular e uma das fundadoras do i17. Para saber mais sobre o evento clique aqui.

Em São Paulo irá ocorrer uma roda de conversa no dia 17 de outubro sobre as relações entre a cidade e a periferia. Convidados que irão compor a roda de discussão são: Nabil Bonduki (Arquiteto e urbanista, ex-Vereador, ex-secretário da Cultura e um dos formuladores do plano diretor estratégico da cidade de São Paulo); Bruno Paes Manso (Economista, jornalista, doutor em Ciência Política pela USP e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP) e Eliana Falque (Graduada em letras e pedagogia pela UNESP; pós-graduada em sociologia e política pela FESP/SP; extensão universitária em Gestão Pública pelo IBEGESP; representante do Governo do Estado de São Paulo junto ao Pacto Global para os ODS; membro titular do Comitê Estadual para os ODS). A conversa terá como moderadora Egle Müller Spinelli, doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA/USP), mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e graduada em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Egle é docente da Escola Superior de Propaganda em Marketing (ESPM) do curso de Graduação em Jornalismo e do Mestrado Profissional em Produção Jornalística e Mercado (MPPJM). Também é professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM (PPGCOM ESPM). A roda de conversa irá ocorrer na sede do Instituto Casa da Cidade e para saber mais sobre o evento clique aqui e para se inscrever clique aqui.